Família Hylidae

Boana albopunctata

(Spix, 1824)

Perereca-de-pintas-amarelas

Muito comum
Campos
Cerrado
Áreas Antrópicas
Ocorrência
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

Boana albopunctata

(Spix, 1824)

Perereca-de-pintas-amarelas

Muito comum

Boana albopunctata

(Spix, 1824)

Perereca-de-pintas-amarelas

Muito comum
Campos
Cerrado
Áreas Antrópicas
Ocorrência
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

É uma espécie de perereca de médio-grande porte, noturna e arborícola. Essa perereca possui uma coloração bem diferente em algumas partes de seu corpo. Na parte lateral do corpo ela tem umas bolinhas amarelo-ouro que chega até a parte interna de suas coxas que se mistura com uma coloração avermelhada e que só é possível ver quando o animal estica as pernas quando anda. Essa espécie é abundante na América do Sul, especialmente em regiões de vegetação aberta onde tem herbáceas e arbustos que margeiam corpos d’água. São animais generalistas, consumindo Coleoptera, Aranae e Orthoptera e o tamanho do alimento se dá de acordo com o tamanho da cabeça. Elas também são generalistas na reprodução (possuem reprodução contínua) e podem ser encontradas em todos os meses do ano, sendo que em alguns meses em (setembro a março) são encontrados em maior quantidade devido ao período da chuva.

Diagnose

Sua coloração dorsal varia do bege ao marrom com manchas escuras transversais. Faixa marrom-escura que se estende da narina até o tímpano. Mandíbula com faixa branca-amarelada e saco vocal pequeno. Não possui membranas interdigitais nas mãos e os discos adesivos das mãos são evidentes. Possui pintas amarelas-ouro na lateral de seu corpo que se estendem até os flancos e na parte interna das coxas também tem uma coloração amarela-avermelhada.

Você sabia?


Essa espécie possui uma maior tolerância à áreas antropizadas, e tem uma grande tolerância a ambientes modificados, sendo um animal bem comum também em cidades, quando o mesmo apresenta algum corpo d’água. A espécie possui forte dimorfismo sexual no tamanho e forma do corpo, com as fêmeas sendo mais largas que os machos devido ao ventre onde guardará os ovos.

Você sabia?


Essa espécie foi recentemente testada positivamente para o fungo Batrachochytrium dendrobatidis, por se reproduzirem em ambientes abertos e em águas lênticas. Esse fungo causa uma doença que leva à morte os indivíduos infectados, causando um declínio na população dos anuros.

Referências

  • Guimarães TC, de Figueiredo GB, Mesquita DO, Vasconcellos MM. Ecology of Hypsiboas albopunctatus (Anura: Hylidae) in a Neotropical savanna. Journal of Herpetology. 2011 Jun 14;45(2):244-50.
  • Toledo LF, Britto FB, Araújo OG, Giasson LM, Haddad CF. The occurrence of Batrachochytrium dendrobatidis in Brazil and the inclusion of 17 new cases of infection. South American Journal of Herpetology. 2006;1(3):185-91.

Anfíbios dos Veadeiros

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