Família Leptodactylidae

Leptodactylus fuscus

(Schneider, 1799)

Rã-assobiadora, Biscateira

Muito comum
Campos
Cerrado
Áreas Antrópicas
Mata Ciliar
Mata de Galeria
Veredas
Ocorrência
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

Leptodactylus fuscus

(Schneider, 1799)

Rã-assobiadora, Biscateira

Muito comum

Leptodactylus fuscus

(Schneider, 1799)

Rã-assobiadora, Biscateira

Muito comum
Campos
Cerrado
Áreas Antrópicas
Mata Ciliar
Mata de Galeria
Veredas
Ocorrência
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

Essa espécie é uma rã de porte médio, corpo robusto e um focinho pontudinho! (Heyer, 1978). Possui hábitos noturnos e dieta insetívora. Os machos desta espécie começam a vocalizar no início das primeiras chuvas, sobre o chão próximos de lagoas temporárias ou permanentes, naturais ou artificiais, com predominância de herbáceas (De-Carvalho et al., 2008). Os machos de Leptodactylus fuscus vocalizam a ditâncias variáveis da margem (0-10 metros), isolados ou em grupos dee 2 a 5 indivíduos separados por uma curta distância (20-30 centrímetros) antes de construírem suas tocas. Após construídas, vocalizam a alguns centímetros da entrada da toca (Martins, 1988). A reprodução ocorre em pequenas tocas em áreas úmidas rasas temporárias e nas bordas de lagoas permanentes, é prolongada e se estende por toda a estação chuvosa. A fêmea se aproxima de um macho vocalizando, que a guia até a entrada da toca, o macho entra na toca, logo após, a fêmea entra na toca e o macho obstrui a entrada da toca (Martins, 1988). Os ovos das espécies são depositados em ninhos de espuma dentro das tocas e, quando as tocas inundam, os girinos são movidos para as zonas úmidas adjacentes onde os girinos se desenvolvem. Possui modo reprodutivo do tipo 30, onde o ninho de espuma com ovos e estágios larvais iniciais são realizados em ninhos subterrâneos contruídos; após inundação, girinos exotróficos se desenvolvem em corpo d’ água lêntico. A espécie está presente em quase todo território brasileiro (Heyer, 1978; Frost, 2019), podendo ser encontrada em campos abertos, savanas, pastos, áreas pantanosas, florestas degradadas e habitats urbanos. As principais ameaças para essa espécie são exploração madeireira, construção de reservatórios hidroelétricos e fragmentação de habitat.

Diagnose

Possui 3 pares de pregas dorsolaterias distintas, dois pares de pregas dorsolaterais indistintas e ausência de linha dorsal distinta em 80% dos indivíduos. O dorso possui uma coloração que varia de cinza ao verde-escuro com ocelos com diferentes tons de marrom mais escuro que o dorso. O ventre possui uma cor creme. Faixa dorsolateral de cor creme e íris bronze. Tímpano distinto, com diâmetro maior que a metade do diâmetro do olho. Membrana supratimpânica presente. Pernas longas e braços mais robustos do que L. furnarius. Não possui membranas interdigitais e nem discos adesivos (Heyer, 1978). Possui 5 dedos, fazendo com que ela faça parte do grupo Pentadactylus.

Você sabia?


Os girinos sabem se cuidar! Os girinos, quando nascem, também são capazes de continuar gerando o ninho de espuma e a qualidade desse ninho depende do nível de hidratação do substrato no qual os pais deixaram para eles nascerem. Se for um substrato com alta hidratação, o muco da espuma puxa essa água do substrato fazendo com que o ninho seja muito eficiente. Se for um substrato com baixa hidratação, o substrato desidrata os girinos. Quando esses girinos permanecem muito tempo no ninho de espuma, a sua capacidade para gerar espuma diminui. Girinos de que nascem depois (estágio tardio) podem sobreviver vários dias em folhas ou em pedras caso esse ninho de espuma seque.

Referências

De-Carvalho, C. B.; FREITAS, E. B. & FARIA, R G. (2008). História natural de Leptodactylus mystacinus e Leptodactylus fuscus (Anura: Leptodactylidae) no Cerrado do Brasil Central. Biota Neotropica, 8(3):105-115.

Heyer, R. W. (1978). Systematics of the fuscus group of the genus Leptodactylus (Amphibia, Leptodactylidae). Natural History Museum of Los Angeles County Science Bulletin, 29:1-85.

Frost, Darrel R. (2019). Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 6.0 (Date of access). Electronic Database accessible at http://research.amnh.org/herpetology/amphibia/index.html. American Museum of Natural History, New York, USA.

Martins, M. (1988). Biologia reprodutiva de Leptodactylus fuscus em Boa Vista, Roraima (Amphibia: Anura). Revista Brasileira de Biologia, 48(4):969-977.

Anfíbios dos Veadeiros

  • Anfíbios dos Veadeiros

Um projeto batráquio!