Família Leptodactylidae

Leptodactylus latrans

(Steffen, 1815)

Rã-manteiga

Muito comum
Campos
Cerrado
Áreas Antrópicas
Mata Ciliar
Mata de Galeria
Veredas
Ocorrência
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

Leptodactylus latrans

(Steffen, 1815)

Rã-manteiga

Muito comum

Leptodactylus latrans

(Steffen, 1815)

Rã-manteiga

Muito comum
Campos
Cerrado
Áreas Antrópicas
Mata Ciliar
Mata de Galeria
Veredas
Ocorrência
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

Espécie de tamanho médio e porte robusto, pertencente ao grupo ocellatus (Heyer et al, 1990). Leptodactylus latrans é noturna, porém pode ser encontrada durante o dia descansando nas margens de lagoas e lagos, terrestre e se alimenta de invertebrados e pequenos vertebrados. Utiliza poça permanente e temporária, natural ou artificial. Vocaliza durante praticamente todo o período chuvoso, próximo às poças e deposita ovos em ninhos de espuma entre a vegetação próxima às margens. É comum o cuidado parental dos ovos, a fêmea fica no centro do ninho de espuma e o guarda de predadores (Crump, 2015). Possui modo reprodutivo do tipo 11, onde os ovos ficam em ninho de espuma flutuante em corpo d’água lêntico e os girinos exotróficos ficam em corpo d’água lêntico. Os machos possuem espinhos negros no primeiro dedo dos membros anteriores, usados para defesa contra prováveis predadores. Possui ampla distribuição, podendo ocorrer em grande parte da América do Sul à leste dos Andes, incluindo Colômbia, Venezuela, Guianas, Bolívia, Paraguai, Argentina e Brasil. No Goiás existem vários registros em quase toda parte do território (Frost, 2019). A espécie é comumente encontrada em áreas de pastos e os girinos utilizando açudes, portanto constitui uma espécie tolerante às modificações no habitat e não é ameaçada de extinção, entretanto, a caça pode constituir uma potencial ameaça.

Diagnose

A espécie possui três pares de pregas dorsais distintas e duas pregas indistintas, apresenta um padrão dorsal na forma de pequenos ocelos de coloração cor marrom-escuro contrastando com a cor de fundo, que varia em tons de verde ao marrom-claro. L. latrans também possui uma listra de cor marrom escuro que se inicia na ponta no focinho e se estende até a região posterior do tímpano e uma mancha interorbital em formato triangular de cor marrom-escuro. Não possui membrana interdigital e dilatações digitais. Braço e antebraço extremamente robusto nos machos, e calo nupcial presente (Heyer et al, 1990).

Você sabia?


Quer saber uma grande importância da Leptodactylus latrans? Durante a noite, é comum encontrá-las se alimentando de larvas de moscas nas esterqueiras. Portanto, é muito útil para controlar a população destes insetos. Chame seus familiares e amigos e vá ao campo, observe como os anuros são importantes!

Já ouviu falar de machos satélites em anuros? Os machos satélites são aqueles machos que ficam esperando próximo ao macho que está vocalizando com a finalidade de realizar o amplexo com a fêmea que é atraída pela vocalização do outro macho. Pesquisadores observaram um comportamento de competição sexual sob forma de comportamento de satélite em Leptodactylus latrans. Os pesquisadores relatam que dez minutos depois que o macho que estava vocalizando foi removido, observaram um casal em amplexo depositando ovos no mesmo ninho de espuma. Um terceiro macho estava à borda do ninho e um quarto macho a 20 centímetros distante do ninho. Essas observações apontam os machos satélites de Leptodactylus latrans como um papel ativo de competição intrasexual, onde eles esperam a oportunidade de realizar um amplexo com a fêmea. Curioso, né? Dá uma olhada no artigo: Laufer, G; Gobel, N; Mautone J. M.; Galán, M & de Sá, R. O. (2014). First report of satellite males during breeding in Leptodactylus latrans (Amphibia, Anura). Cuadernos de Herpetología, 28(1):37-38.

Referências

Crump, M. L. (2015). Anuran reproductive modes: evolving perspectives. Journal of Herpetology, 49(1):1-16.

Frost, Darrel R. (2019). Amphibian Species of the World: an Online Reference. Version 6.0 (Date of access). Electronic Database accessible at http://research.amnh.org/herpetology/amphibia/index.html. American Museum of Natural History, New York, USA.

Heyer, W. R.; Rand, A. S.; Cruz, C. A. G.; Peixoto, O. & Nelson, C. E. (1990) Frogs of Boracéia. Arquivos de Zoologia, 31:231–410.

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