Família Leptodactylidae

Leptodactylus mystacinus

(Burmeister, 1861)

Rã-de-bigode-(sugerido), Rã-assobiadora-(maffei-et-al, 2011).

Comum
Campos
Cerrado
Ocorrência
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

Leptodactylus mystacinus

(Burmeister, 1861)

Rã-de-bigode-(sugerido), Rã-assobiadora-(maffei-et-al, 2011).

Comum

Leptodactylus mystacinus

(Burmeister, 1861)

Rã-de-bigode-(sugerido), Rã-assobiadora-(maffei-et-al, 2011).

Comum
Campos
Cerrado
Ocorrência
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

Espécie de tamanho médio à grande e porte robusto, pertencente ao grupo fuscus. Noturna e territorialista. Prefere a superfície do solo (microhábitat) de hábitats brejosos com vegetação herbácea próximos a corpos lênticos de água. Já foi observada em simpatria com Leptodactylus fuscus. Associada a áreas abertas e bordas de matas, vocalizam nas margens ou próximos a lagoas. Os machos constroem câmaras subterrâneas para ovoposição em ninhos de espuma. Frequentemente encontrados em ambientes alterados, como pastos, poças próximos de estradas e plantios de eucalipto. Espécie de ampla distribuição, desde o leste dos Andes, Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e Brasil, desde o sul da Amazônia, até regiões costeiras do Sudeste e Sul. Espécie comum no Goiás.

Diagnose

Pode ser caracterizada por apresentar uma coloração dorsal, variando em tons vívidos de amarelo-dourado e vermelho, e pequenos pontos pretos esparsos. Não possui linha vertebral. Faixas dorsolaterais preta, desde a região inguinal até a altura do tímpano. Apresenta uma faixa labial de cor branca, que passa o pela região inferior do tímpano e encontra o braço, e logo acima, uma faixa preta, que se inicia na ponta do focinho, passa os olhos e membrana supratimpânica, até os ombros. Além disso, possui até dois pares de pregas longitudinais, contínuas ou descontínuas, situadas na região dorsolateral. Região lateral com padrões de pontos e listras de cor preta bem evidentes e glândulas irregulares. Tíbia com grânulos de cor branca. Cabeça relativamente curta. Tímpano grande e membrana supratimpânica evidente, até o ombro

Você sabia?


Já foi registrado cuidado parental aos ovos, realizados provavelmente pelos machos e isto pode ser considerado uma fonte de consumo de energia.

Referências

  • HEYER, M.M., HEYER, W.R., SPEAR, S. & SÁ, R.O. 2003. Leptodactylus mystacinus. Catalogue of American Amphibians and Reptiles (767):1-11.
  • ROSSA-FERES, D.C. & JIM, J. 1996. Distribuição espacial em comunidades de girinos na região de Botucatu, São Paulo (Amphibia: Anura). Rev. Bras. Biol. = Braz. J. Biol. 56(2):309-316.
  • TOLEDO, L.F. & HADDAD, C.F.B. 2003. Distribuição espacial e temporal de uma comunidade de anfíbios anuros do município de Rio Claro, São Paulo, Brasil. Holos Environment 3(2):136-149.
  • ZINA, J., ENNSER, J., PINHEIRO, S.C.P., HADDAD, C.F.B. & TOLEDO, L.F. 2007. Taxocenose de anuros de uma mata semidecídua do interior do Estado de São
  • Paulo e comparações com outras taxocenoses do Estado, Brasil. Biota Neotrop. 7(2).
  • OYAMAGUCHI, H.M. 2006. Distribuição espacial e temporal de espécies simpátricas de Leptodactylus do grupo fuscus em áreas naturais e antrópicas na região de Itirapina e Brotas, sudoeste do Brasil. Dissertação de mestrado, Universidade de São Paulo, São Paulo.
  • GIARETTA, A.A. & OLIVEIRA-FILHO, J.C. 2006. Leptodactylus mystacinus (shovel-nosed frog). Parental care. Herpetol. Rev. 37(2):204-205.

Distribuição: Espécie de ampla distribuição, desde o leste dos Andes, Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e Brasil, desde o sul da Amazônia, até regiões costeiras do Sudeste e Sul (Heyer, 1978, Frost, 2014). Espécie comum no Goiás. Ameaças: Espécie não ameaçada. Algumas das possíveis ameaças locais são o fogo, pesticidas e fungos Quitrídeos Rã-de-bigode (sugerido), Rã-assobiadora (Maffei et al, 2011). Biologia: Espécie de tamanho médio à grande e porte robusto, pertencente ao grupo fuscus (Heyer, 1978). Pode ser caracterizada por apresentar uma coloração dorsal, variando em tons vívidos de amarelo-dourado e vermelho, e pequenos pontos pretos esparsos. Não possui linha vertebral. Faixas dorsolaterais preta, desde a região inguinal até a altura do tímpano. Apresenta uma faixa labial de cor branca, que passa o pela região inferior do tímpano e encontra o braço, e logo acima, uma faixa preta, que se inicia na ponta do focinho, passa os olhos e membrana supratimpânica, até os ombros. Além disso, possui até dois pares de pregas longitudinais, contínuas ou descontínuas, situadas na região dorsolateral. Região lateral com padrões de pontos e listras de cor preta bem evidentes e glândulas irregulares. Tíbia com grânulos de cor branca. Cabeça relativamente curta. Tímpano grande e membrana supratimpânica evidente, até o ombro (Heyer, 1978). Habitat e Ecologia: Associado a áreas abertas e bordas de matas, vocalizam nas margens ou próximos a lagoas. Os machos constroem câmaras subterrâneas para ovoposição em ninhos de espuma. Frequentemente encontrados em ambientes alterados, como pastos, poças próximos de estradas e plantios de eucalipto

Leptodactylus mystacinus é uma espécie de rã de tamanho moderado, variando de 44-65 mm SVL em machos adultos e 54-67 mm SVL em fêmeas adultas. Os dois gêneros podem ser distinguidos uns dos outros pelos focinhos mais planos e falta de aspereza nos polegares e no peito de machos adultos. Ambos os sexos têm cabeças que são proporcionalmente, desde que sejam largas. Esta espécie tem pernas traseiras relativamente curtas com pontas dos dedos estreitas e suaves. Grande parte da parte inferior da perna está coberta de tubérculos brancos e, entre a maioria dos indivíduos, esses nódulos continuam descendo pela parte superior e inferior do pé. Como o epíteto específico sugere, uma leve faixa de cor cobre o lábio superior como um bigode. A coloração difere entre os indivíduos; a região dorsal pode ser um marrom sólido, ou pode ser listrada ou pontilhada com marrom escuro. A região ventral é geralmente uma cor clara sólida ou manchada com diferentes tons de marrom. Em indivíduos com barrigas mosqueadas, a coloração é mais intensa em torno das inserções do braço.

Em grego, “mystax” significa lábio superior ou bigode. A coloração clara que cobre o lábio de Leptodactylus mystacinus é distinta na maioria dos indivíduos, dando a aparência de um bigode (Heyer et al. 2003).

Heyer, M.M., Heyer, W. R., Spear, S., and de Sa, R. O. (2003). ‘‘Leptodactylus mystacinus.’’ Catalogue of American Amphibians and Reptiles. Society for the Study of Amphibians and Reptiles, 767.1-767.11.

Leptodactylus mystacinus é encontrado em regiões subtropicais áridas e mésicas ao longo de grande parte da porção sudeste da América do Sul. Ela abrange desde as Montanhas Yungas, no noroeste da Argentina, até as encostas orientais da Cordilheira dos Andes, na Bolívia, e até o Uruguai e ao redor da Bahia, Brasil. L. mystacinus geralmente habita florestas com copas fechadas, mas também tem sido encontrada em clareiras ao longo das florestas do Atlântico central e sul do Brasil (Heyer et al. 2003

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