Família Hylidae

Trachycephalus typhonius

(Linnaeus, 1758)

Perereca-babenta

Comum
Mata Ciliar
Mata de Galeria
Áreas Antrópicas
Ocorrência
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

Trachycephalus typhonius

(Linnaeus, 1758)

Perereca-babenta

Comum

Trachycephalus typhonius

(Linnaeus, 1758)

Perereca-babenta

Comum
Mata Ciliar
Mata de Galeria
Áreas Antrópicas
Ocorrência
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez

O gênero é caracterizado por possuir sacos vocais laterais, ou seja, quando o animal está cantando e inflando esse sacos, eles acabam sendo projetados para região dorsal, posterior à cabeça e oposta à mandíbula, um saco para cada lado da cabeça. A espécie Trachycephalus typhonius é um sapo de porte médio para grande, é florestal de hábito arborícola, são noturnos e diurnos, e possui reprodução explosiva. Durante a estação seca, eles se abrigam em bromélias, buracos de árvores, sob casca de árvores vivas e mortas, ou em bainhas de banana ou heliconia. Durante a chuva, eles podem ser encontrada dentro da mata ou na borda depois de fortes chuvas, vocalizando em poças permanente ou temporárias, e flutuando na superfície da água ou sobre galhos e gravetos parcialmente submergidos. Os machos podem ser ouvidos vocalizando em arbustos ou árvores baixas em grupos de 5-10 indivíduos, e raramente em grupos maiores de 20-40, sendo que a maioria das chamadas ocorre durante a primeira noite, numa explosão de canto. Após o amplexo, que ocorre na água, os ovos são depositados em uma massa gelatinosa em monocamada na superfície das poças, facilitando assim o nascimento dos girinos que já saem para a água quando saem do ovo. Possui uma ampla distribuição na América do Sul e também no Brasil. São encontrados em áreas urbanas, podem tolerar modificações no habitat e, por esses motivos, não é uma espécie ameaçada.

Diagnose

A espécie possui coloração dorsal bastante variada ao longo de sua distribuição geográfica, podendo apresentar cores de fundo do marrom-escuro ao marrom-esverdeado, com ou sem padrões de manchas irregulares de cor marrom-claro ao bege. O padrão dorsal pode apresentar duas manchas dorsolaterais largas e longas, que se iniciam na região escapular e segue até à região sacral. O ventre possui coloração creme e seu corpo é robusto. Tímpano grande com presença de membrana supra timpânica, que se inicia no canto posterior do olho e se estende até o ombro. Membros moderadamente robustos e dedos robustos. A região posterior do dorso é verrugoso e região dos flancos grosseiramente verrugosa. A pele da cabeça e supra ocular é granulosa e a região ventral dos membros é lisa.

Você sabia?


Os adultos desta espécie possuem glândulas granulares na pele, concentradas nas pústulas dorsais e nas áreas dorsal interorbital, occipital, supra-simpânico e anterior. Estas glândulas podem secretar uma grande quantidade de mucosa branca, volátil, venenosa, alcalina, insolúvel em água, quando o sapo é manipulado. As glândulas ao longo do pescoço parecem normais durante a estação úmida (desde o final de junho), mas na estação seca (fevereiro e março) elas se tornam muito ampliadas e podem cobrir a maior parte do tímpano. O muco destrói predadores, em um caso documentado, um sapo lançou uma grande quantidade de muco branco leitoso na cabeça de uma cobra atacante, fazendo com que a cobra soltasse o sapo porque estava tão coberta pelo muco grosso que não conseguia fechar a boca nem ver. O muco também é pegajoso e insolúvel em água, então os sapos podem usá-lo para combater a dessecação durante a estação seca, reduzindo a perda de água através da pele.

Você sabia?


Esses sapos também possuem uma habilidade altamente desenvolvida para passar de uma árvore para outra: planar como um pára-quedas. Um foi observado deslizando durante 27 m, depois de ter caído de uma altura de 43 m. O sapo não estava simplesmente caindo, porque constantemente descendia com as costas voltadas para cima e as pernas se espalharam lateralmente.

Referências bibliográficas

  • Cott, H. B. (1926). ‘‘Observations on the life-habits of some batrachians and reptiles from the lower Amazon: and a note on some mammals from Marajo Island.’’ Proceedings of the Zoological Society of London, 1926, 1159-1178.
  • Oliver, J. A (1951). ‘'’Gliding’ in amphibians and reptiles, with a remark on an arboreal adaptation in the lizard, Anolis carolinensis carolinensis Voigt.’’ The American Naturalist, 85(822), 171-176.
  • McDiarmid, R. W. (1968). ‘‘Populational variation in the frog genus Phrynohyas Fitzinger in Middle America.’’ Contributions in Science of the Natural History Museum of Los Angeles County, 134, 1-25.
  • Savage, J. M. (2002). The Amphibians and Reptiles of Costa Rica. University of Chicago Press, Chicago and London.
  • Leary, C., and Razafindratsita, V. (1998). ‘‘Attempted predation on a hylid frog, Phrynohyas venulosa, by an indigo snake, Drymachon corais, and the response of conspecific frogs to distress calls.’’ Amphibia Reptilia, 19, 442-446.

Anfíbios dos Veadeiros

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